Vamos conversar sobre a relação entre o sono e a música


Slide1

Slide1

Um pouco de história

Desde os primeiros passos do homem na era primitiva, o som foi uma das observações mais significativas que ele vivenciou. Inicialmente os trovões, a chuva, os galhos quebradiços sob os pés, o fogo para depois o primata amarrar pedras e ossos em galhos e usar a pele de animais esticada para produzir seus próprios sons e tentar imitar os da natureza.

Os ossos se tornaram apitos e assim, a sonoridade foi aos poucos incorporada na comunicação humana.

Conforme a cultura e a época, a música representava ora estados de espírito, ora a crença religiosa, ora a tradição, ora a política e assim por diante…

A música

O acalanto pode ser citado como um exemplo clássico de canção por conter conteúdos psíquicos que através da letra, melodia e significados, trabalham na criança os alertas, de forma lúdica – na hora de adormecer – sobre a luta entre o bem e o mal. O lobo mau- pode ser o estranho que um dia poderá abordar uma criança. A bruxa malvada pode representar pessoas que fazem o mal e não têm remorso. O cravo e a rosa explicam que violência só tende a ferir os dois lados, então não é o melhor caminho.

Da mesma forma que a música carrega em si arquétipos universais, os sonhos também são repletos deles e ambos auxiliam os seres humanos a buscarem o equilíbrio psíquico para atuarem com segurança em suas vidas de relação durante a vigília.

Nossa querida Dra. Therezinha Moreira Leite, pioneira no estudo e relação sono e sonho no Brasil, também investiga a relação música e sonhos. A pesquisadora cita Ullman para falar sobre a continuidade entre sonho e vigília e sua função de sobrevivência na vida do ser humano.

Observe a relação

Ao se apanhar cantarolando uma música, comece a observar que conteúdos ela traz até você e qual sua relação com eles: pode ser a letra que contém uma mensagem, a melodia que remete a alguma memória do passado, o timbre do intérprete pode conter conteúdos com significado afetivo para você, enfim.

Ao observar esses aspectos, poderá identificar sem muito esforço, algo em comum na música com o seu momento presente, seja pessoal ou coletivo, seus conteúdos internos como pensamentos e emoções ou simplesmente o ritmo que pode estar conectado com seu ritmo e andamento interno naquele determinado momento.

Você já acordou com uma música no pensamento ou simplesmente cantarolando a mesma? A partir de agora, comece a observar o que ela pode significar para você. Mas, um alerta, não tente se aprofundar em conteúdos psíquicos sem a ajuda de um profissional.

Por que será que quando estamos de férias no campo ou na praia, gostamos de ouvir o canto dos pássaros ou o som do mar? Dormimos melhor também, não é? Ouvir os sons da natureza resgata a lembrança de que somos parte dela e cria uma conexão que não conseguimos nos centros urbanos por causa dos ruídos constantes. Tente trazer os sons da natureza para sua casa, isso pode beneficiar a sua saúde em geral.

São apenas dicas para guiar você de forma a se conhecer melhor, através de observações simples!

Hinos convocam a coragem e confiança dos soldados, bem como seu comprometimento com a causa. Canções de ninar fazem as crianças adormecerem. Músicas ternárias propõem movimentos de expansão como a valsa, convidando o corpo a se mexer.

Comece a observar se ao adormecer você tem recordação de alguma música e também ao despertar pela manhã. Assim como os sonhos, a música pode trazer alguma mensagem que poderá contribuir para sua elaboração psíquica, emocional e social.

Dicas de relaxamento

Caso opte por ouvir música para adormecer, escolha um conteúdo que relaxe seu corpo e mente. Cada pessoa deve encontrar seu estilo de música preferido e investir nisso.

Na hipótese de utilizar fones de ouvido, escolha material confortável e de qualidade para não machucar as orelhas e não abuse do volume. Muitas pessoas adormecem com fones de ouvido. Para esses casos, recomendo a utilização de uma fonte sonora que não entre em contato com o corpo.

Opções que complementam o relaxamento com música incluem escalda-pés após um dia exaustivo, ou depois de uma cefaleia tensional com 10 gotas de óleo essencial de lavanda na água.

Outra dica é pingar o óleo de lavanda: uma gota em cada canto do travesseiro, principalmente para pessoas que dormem de lado.

Uma gota de óleo de jasmim no pulso antes de dormir também pode ser eficaz para uma noite de sono tranquilo.

Alguns cuidados

Caso acorde com a memória de uma música anote em seu caderno de sonhos, isso poderá ter algum significado para você.

Abuse do silêncio. Em uma sociedade ruidosa e visual como a nossa, o silêncio pode ser uma ferramenta muito útil no combate ao stress. A música só é possível por causa das pausas, assim também somos nós. Uma mente ruidosa não poderá ter sono tranquilo.

A pessoa que tem o hábito de dirigir sempre ouvindo rádio, vez ou outra, será necessário desligar e ouvir a canção de seu cérebro e mente. O equilíbrio é a chave do sucesso, aplique-o em todas as áreas de sua vida!

Quando estiver em um supermercado ou loja para comprar seus produtos preferidos, mas o som da loja não o agradar, saia e volte outra hora. Essa ação evitará que compre qualquer coisa para se livrar logo do incômodo e aborrecimentos futuros.

Evite ficar tempo demasiado com o fone de ouvido durante o dia para evitar acidentes, erros no trabalho, e alienação do convívio com os outros. Uma boa noite de sono, também depende da nossa relação com o meio.

O tipo de música, a forma de ouvir, entre outros fatores, influencia a qualidade do seu sono e o conteúdo de seus sonhos. Faça escolhas direcionadas ao seu bem-estar!

Ouça o silêncio, os sons, a música e durma bem!

Saudações,

Rosana Rocha

 

 

 

 

 

 

MEDITAR PARA QUÊ?


MEDITE

MEDITAR PARA QUÊ?

Foi constatado que praticar meditação regularmente traz diversos benefícios para a saúde:

- Estimula a produção de endorfinas;

- Diminui a atividade do cérebro, induzindo à calma;

- Melhora a capacidade respiratória;

- Reduz stress;

- Normaliza a pressão arterial;

- Ativa a capacidade de realizar uma tarefa por vez, entre outros.

O Objetivo

O foco da meditação está na capacidade do indivíduo em tomar as rédeas de sua mente, ser o seu gestor.

Especialistas afirmam que o dia fica maior para a pessoa que medita, ou seja, ela consegue realizar mais tarefas do que faria sem esse hábito.

No ocidente, principalmente, o ser humano se entrega aos apelos externos da vida cotidiana deixando que invadam suas mentes: passam a ser controlados por um turbilhão de pensamentos acelerados.

A meditação faz com que acalmemos esse tráfego e nos coloquemos no comando mental.

Meditar auxilia a pessoa a manter seu foco no presente.

“Mas sou agitado e tenho muita dificuldade para me concentrar…”

As formas e os preparativos muitas vezes assustam os novos praticantes que não têm a menor afinidade com o assunto.

Mas, a melhor meditação, é a mais simples – é aquela em que você se adapta melhor.

Quando olhamos para uma flor por alguns segundos e pensamos sobre sua forma, seu perfume – estamos meditando.

Como começar

  1. Inicie com meditações curtas (5 a 10 minutos) todos os dias;
  2. Reserve um período diário para o corpo se acostumar;
  3. Procure ficar confortável: roupas, local, ambiente (calor ou frio);
  4. Certifique-se que ninguém e nada vai distraí-lo: pessoas, telefones, TV, rádio, etc.;
  5. É melhor que a meditação seja feita 2 horas após uma refeição completa, por isso, prefira horários distantes das principais refeições;
  6. Procure qualquer posição em que mantenha a coluna reta, podendo acomodar-se no chão, em uma cadeira, ou poltrona;
  7. Mantenha os ombros para trás para facilitar a respiração;
  8. Deixe as mãos relaxadas ao longo do corpo;
  9. Seja gentil com seus pensamentos, deixe-os passarem por você, deixe-os ir;

10. Assegure-se de estar confortável para que a meditação tenha sucesso!

Em outros artigos discutiremos sobre as diversas formas de meditação.

 

Referências

THOMPSON, Gerry. Meditação, palavra básica. São Paulo: Vitória Régia, 2000. 80 p.

 

Edição – Rosana Rocha